A tireoide é uma pequena glândula que exerce um papel monumental no nosso organismo. Ela funciona como o “centro de controle” do metabolismo, produzindo hormônios que ditam o ritmo do corpo, da frequência dos batimentos cardíacos até a velocidade com que queimamos calorias, da forma como nosso cérebro processa informações a forma como nosso corpo responde a elas. Quando a tireoide não vai bem, todo o sistema sai do prumo.
Reconhecendo os Sinais de Alerta
As disfunções tireoidianas costumam se manifestar através de vários sintomas, e identifica-los é o primeiro passo para reconhecer o problema e buscar ajuda para recuperar a qualidade de vida:
- Hipotireoidismo (O metabolismo desacelerado): Ocorre quando a glândula produz menos hormônio do que o necessário. O paciente sente-se constantemente “sem energia”. Os sintomas comuns incluem cansaço excessivo, ganho de peso sem causa aparente, sensação de frio constante, intestino preso, pele seca e uma persistente lentidão no raciocínio (brain fog).
- Hipertireoidismo (O metabolismo acelerado): É o excesso de produção hormonal. Aqui, o corpo trabalha sob pressão: batimentos cardíacos acelerados (palpitações), perda de massa muscular rápida e peso não explicada, tremores nas mãos, sudorese excessiva, insônia e uma sensação constante de ansiedade ou agitação.
A Importância da Investigação de Nódulos
A presença de nódulos na tireoide é uma condição frequente, mas que exige uma avaliação médica criteriosa. Embora a grande maioria seja benigna, a investigação é necessária para descartar doenças mais graves como o câncer de tireoide. Através de exames de imagem e, quando necessário, da punção (PAAF) e de testes moleculares, classificamos o risco de cada nódulo para definir o caminho a ser adotado. O objetivo é dar segurança ao paciente, evitando exames e cirurgias desnecessárias sem negligenciar lesões que exigem atenção.
Tratamentos e Caminhos para o Equilíbrio
Para cada diagnóstico, existe uma estratégia personalizada que visa restaurar a harmonia do organismo:
- Reposição Hormonal: No caso do hipotireoidismo (como na Tireoidite de Hashimoto), utilizamos a reposição com o objetivo de atingir o equilibrio, melhorando os sintomas e a vitalidade.
- Controle da Hiperfunção: Para o hipertireoidismo (como na Doença de Graves e de Plummer ), as opções variam entre medicações para bloquear o excesso hormonal, a iodoterapia (iodo radioativo) ou, em casos específicos, a remoção cirúrgica.
- Manejo de Inflamações e Dores: Tratamos as tireoidites agudas e subagudas, focando no controle da dor e na proteção da glândula durante processos inflamatórios.
Cuidar da tireoide é cuidar da base da sua saúde. Se você apresenta sintomas ou descobriu um nódulo, estamos à disposição para uma investigação técnica e humana.










